Mais de 20 candidatos são barrados por ligação com crime organizado; siglas investiram R$ 21 milhões
É o que revela levantamento do jornal folha de são Paulo no Divulga cand sistemas com os dados oficiais das candidaturas e campanhas

Nesta reta final para o primeiro turno, levantamentos da imprensa e decisões da Justiça Eleitoral revelam um cenário inédito de ofensiva institucional do crime organizado nas eleições: pelo menos 23 candidatos em todo o país, a diversos cargos diferentes, tiveram registro indeferido ou impugnado por suspeita de ligação direta com facções ou milícias.
As impugnações foram decididas pelos tribunais eleitorais regionais e, assim, ainda podem ser revistas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao todo, siglas de diversos espectros políticos, da direita à esquerda, destinaram aproximadamente R$ 21,6 milhões em verbas públicas — somando recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) — para alavancar a candidatura desses nomes sob suspeita.
É o que revela levantamento do jornal Folha de S. Paulo no DivulgaCand, sistema com os dados oficiais das candidaturas e campanhas do TSE, confirmado pela reportagem da Gazeta do Povo.
Principal desafio está no Rio de Janeiro O Rio de Janeiro consolida-se como o principal desafio e, ao mesmo tempo, principal laboratório de combate e enquadramento jurídico do fenômeno. Em decisão de impacto no julgamento de registros de candidatura, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) aprovou para esta eleição, por maioria de votos (4 a 3), a ampliação do conceito de organização criminosa para fins de inelegibilidade. A nova tese jurídica criou a figura da "milícia de
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